Ministro do TCU Jhonatan de Jesus aumenta sigilo e restringe acesso do Banco Central ao processo sobre liquidação do Banco Master
O ministro Jhonatan de Jesus, relator no Tribunal de Contas da União (TCU), alterou o nível de confidencialidade do processo que investiga a atuação do Banco Central (BC) na liquidação extrajudicial do Banco Master. A mudança elevou o sigilo de “sigiloso” para “sigiloso com exigência de autorização específica de leitura”, retirando o acesso direto que a autarquia monetária possuía aos autos, mesmo sendo parte fiscalizada.
A decisão, tomada em 5 de fevereiro e revelada pelo jornal Valor Econômico, visa evitar vazamentos de informações sensíveis, conforme nota oficial do TCU. O tribunal esclareceu que o Banco Central poderá consultar todas as peças processuais sempre que necessário, mediante pedido formal ao gabinete do relator. O BC, por sua vez, informou que não comentará o assunto.
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O processo analisa a conduta do BC na decretação da liquidação do Banco Master em novembro de 2025, após suspeitas de fraudes financeiras bilionárias envolvendo o controlador Daniel Vorcaro. A área técnica do TCU concluiu inspeção no BC e encaminhou relatório ao relator, sem ressalvas significativas à atuação da autarquia, segundo fontes. Jhonatan de Jesus prevê concluir seu voto em cerca de 30 dias.
A medida gerou críticas de 13 entidades do mercado financeiro, que divulgaram nota manifestando preocupação com a transparência e o impacto na fiscalização. Parlamentares e analistas questionam se o aumento de sigilo pode abrir espaço para influências externas no julgamento.


















