Ministro do STF afirma que “a verdade venceu” e destaca que Brasil dá exemplo de democracia e força institucional ao mundo
Em discurso no evento nesta sexta-feira 12/12 no SBT, Moraes declarou:
“Agradeço ao presidente Lula. A verdade venceu hoje. O presidente se recorda de que, em julho e início de agosto, quando o Supremo se reuniu para tratar dessas questões do Judiciário brasileiro, pedi ao presidente que não tomasse nenhuma medida contra isso, porque acreditava, como continuei acreditando, que a verdade chegaria às autoridades norte-americanas e apareceria”.
“Com o empenho do presidente Lula e de sua equipe, a verdade prevaleceu. Podemos dizer, com satisfação e humildade, que houve uma tripla vitória: do Judiciário brasileiro, que não se rendeu a ameaças e coerções e continuará atuando com imparcialidade; da soberania nacional; e da democracia”, acrescentou o ministro.
Moraes lembrou que Lula havia afirmado que o país “não permitiria intervenção na soberania brasileira” e concluiu: “Hoje, o Brasil dá exemplo de democracia e força institucional a todos os países do mundo”.
Os dois estiveram juntos na cerimônia de lançamento do SBT News, em São Paulo, poucas horas após o anúncio da retirada das restrições pelo governo americano.
Revogação das sanções
A decisão dos Estados Unidos foi anunciada nesta sexta-feira (12/12) e teve influência direta do governo brasileiro. O Palácio do Planalto já esperava o desfecho positivo desde o telefonema entre Lula e o presidente Donald Trump, em 2 de dezembro.
As sanções haviam sido articuladas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que apresentou em Washington denúncias contra o ministro.
Moraes foi incluído na lista em julho, acusado de autorizar “prisões preventivas arbitrárias” e restringir a liberdade de expressão no Brasil. Sua esposa entrou na relação em setembro.
Desde outubro, Lula atuava diplomaticamente para reverter a medida, reiterando ao governo americano que o Brasil respeita o devido processo legal e que não há perseguições políticas ou jurídicas no país.
A Lei Magnitsky permite aos EUA punir indivíduos acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos, com bloqueio de bens e contas financeiras e proibição de entrada no território americano.
Com a retirada do nome do ministro e de sua esposa da lista, o acesso de ambos a serviços financeiros e a viagens aos Estados Unidos será normalizado.


















