A decisão que concluiu não haver provas suficientes para embasar uma denúncia formal contra a ex-parlamentar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026) o arquivamento de um inquérito que investigava a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.

A decisão atende integralmente ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver provas suficientes para embasar uma denúncia formal contra a ex-parlamentar. “Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, registrou Moraes em sua decisão.
O inquérito foi aberto em junho de 2025, motivado por declarações de Zambelli em entrevista, nas quais ela afirmou que, após deixar o Brasil, pretendia permanecer nos Estados Unidos, solicitar asilo político ao governo do presidente Donald Trump e adotar o “mesmo modus operandi” utilizado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para práticas ilícitas.
A apuração ocorreu antes da prisão de Zambelli na Itália (em julho de 2025), onde ela permanece detida após condenação a 10 anos de prisão em outro processo relacionado à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A PGR entendeu que as insinuações e ameaças retóricas de Zambelli não se concretizaram em atos efetivos que configurassem obstrução ou coação, limitando-se ao plano discursivo sem execução prática. Com isso, não foram identificados elementos probatórios robustos para prosseguir com ação penal.
O arquivamento representa uma vitória pontual para Zambelli no âmbito do STF.


















