Michelle Bolsonaro se manifesta após primeira noite de Jair Bolsonaro na Papudinha e reitera pedido por prisão domiciliar
Michelle Bolsonaro (PL) usou as redes sociais nesta sexta-feira (16/1) para comentar a primeira noite do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda.
A transferência, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira (15/1), representa um avanço nas condições de custódia, mas a família mantém a defesa firme pela prisão domiciliar humanitária.
Em publicação no Instagram (posteriormente apagada), Michelle reconheceu melhorias na estrutura da Papudinha em comparação à Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro permaneceu detido.
“O lugar do meu marido é em casa. É lá que ele deveria estar.”
Michelle destacou que, apesar das instalações mais adequadas — incluindo cela de cerca de 60 m² com quarto, sala, cozinha, banheiro com chuveiro quente, TV, geladeira, área externa para banho de sol e exercícios, assistência médica 24 horas e visitas reguladas —, a percepção de injustiça persiste.
Ela afirmou que a família permanece unida para apoiar Bolsonaro, mencionando o amparo das filhas e enteados, e pediu compreensão aos apoiadores.
“Aqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política.”
A manifestação ocorre após Michelle ter visitado o marido na Papudinha na noite de quinta-feira (15/1), por volta das 20h20, e ter agradecido previamente aos agentes da PF pelos cuidados durante o período anterior.
A defesa de Bolsonaro continua pressionando por prisão domiciliar, citando o quadro de saúde delicado — com crises persistentes de soluços, refluxo gastroesofágico, histórico de atentado e quedas recentes — e precedentes como o de Fernando Collor, beneficiado por domiciliar concedida por Moraes em 2025.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) também avaliou a transferência como positiva, mas insistiu na necessidade de domiciliar para maior segurança e dignidade.


















