Administração norte-americana acompanha desdobramentos da crise na Suprema Corte brasileira, enquanto figuras ligadas à oposição intensificam articulações diplomáticas em Washington
A grave turbulência institucional instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ser acompanhada de perto pela diplomacia internacional. O governo de Donald Trump monitora de forma contínua o acirramento da crise na cúpula do Judiciário brasileiro e estuda a imposição de novas medidas restritivas e sanções direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes e a aliados estratégicos, conforme apurado nos bastidores de Washington.

O monitoramento ocorre após episódios anteriores de penalizações econômicas. Em julho de 2025, o Departamento do Tesouro norte-americano já havia aplicado restrições fundamentadas na Lei Magnitsky contra Moraes, determinando o bloqueio de eventuais ativos sob jurisdição dos Estados Unidos e vedando transações financeiras envolvendo o magistrado — punição que acabou revogada no final daquele ano em meio a gestões diplomáticas de aproximação entre os governos de Brasília e Washington.
Articulação em Washington e reuniões no Departamento de Estado
Com o aprofundamento das investigações internas, o vazamento de relatórios e a iminência de julgamentos cruciais no plenário da Corte, aliados do espectro oposicionista retomaram forte pressão junto a autoridades norte-americanas. Nomes como o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o empresário Paulo Figueiredo intensificaram o diálogo com interlocutores da administração republicana para cobrar o retorno das sanções.
Como desdobramento dessas conversas, figuras ligadas ao conservadorismo brasileiro foram convidadas a participar de uma reunião oficial no Departamento de Estado. Apesar da movimentação intensa nos bastidores diplomáticos e do planejamento prévio de medidas punitivas — descritas por fontes oficiais como prontas para eventual adoção —, autoridades norte-americanas ressalvam que ainda não há um cronograma rígido estabelecido, ficando a palavra final sob a alçada direta da Casa Blanca.
Fonte: Folha de São Paulo
*Imagem da capa gerada por IA

















