Alcolumbre enfrenta pressão para adiar votação do PL da Dosimetria para 2026
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem sido pressionado desde o fim de semana para postergar para 2026 a votação em plenário do Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pela Câmara dos Deputados.

Até senadores da oposição manifestaram ao presidente da Casa dúvidas sobre o texto, que estende benefícios penais também a crimes comuns, além dos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.
Parlamentares avaliam que aprovar a proposta sem alterações ou debate amplo poderia levar o Senado a ser acusado de promover impunidade em delitos não ligados aos ataques antidemocráticos.
A expectativa é de que o tema seja discutido em reunião com líderes partidários nesta semana.
Uma das hipóteses em discussão é que Alcolumbre anuncie nova data para a votação em fevereiro, equilibrando demandas da direita sem estender os benefícios a crimes comuns.
Neste fim de semana, por exemplo, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) disse que a proposta contraria trechos do PL Antifacção.
O texto atual reduz, entre outros, o período para progressão de regime em crimes ambientais, coação no curso do processo e incêndio doloso.


















