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PF investiga aportes de R$ 3 bilhões da RioPrevidência em fundos no governo Cláudio Castro

Operação revela volume quase três vezes maior que o divulgado anteriormente; ex-governador é alvo de buscas na oitava fase da Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) uma nova fase de operação que tem como foco aportes bilionários da RioPrevidência em fundos ligados ao Banco Master.

As investigações apontam que o governo de Cláudio Castro destinou cerca de R$ 3 bilhões em recursos públicos do fundo previdenciário para o conglomerado financeiro, valor bem superior aos R$ 1 bilhão inicialmente conhecidos, confira:

Fonte: CNN BRASIL

A ação, identificada como a oitava fase da Operação Compliance Zero, é um desdobramento da Operação Barco de Papel. Segundo a PF, os aportes ocorreram em diferentes ocasiões, incluindo aplicações de aproximadamente R$ 2,01 bilhões a partir de julho de 2024 em fundos de investimento do banco, somando o total de cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência — responsável pelas aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores estaduais do Rio de Janeiro. 

Anteriormente, a PF e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já investigavam aportes de cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras (“letras podres”) do Banco Master entre 2023 e 2024. O novo volume revelado hoje triplica o montante sob apuração.

Cláudio Castro é um dos alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos hoje. A investigação apura possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos e outros delitos relacionados à aplicação desses recursos em títulos de alto risco, especialmente após o Banco Central decretar a liquidação do Banco Master em 2025.

A RioPrevidência administra recursos sensíveis de aposentados e pensionistas, o que torna o caso ainda mais grave do ponto de vista social e fiscal. Críticos questionam a falta de diligência na escolha dos investimentos, que não contavam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em sua totalidade.

Fonte: CNN BRASIL

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