Diálogos extraídos de aparelho celular sugerem que empresária usava o nome de Fábio Luís Lula da Silva para negociar projetos ligados à cannabis medicinal no governo federal
A Polícia Federal (PF) aprofunda as investigações sobre a conduta da empresária Roberta Luchsinger, apontada em relatórios recentes como uma lobista que utilizava a influência de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do petista Lula da Silva, para articular interesses em Brasília.

De acordo com o material colhido pelos investigadores, que inclui diálogos extraídos de dispositivos eletrônicos, Luchsinger teria adotado uma postura de representante direta do filho do petista. Em um dos episódios que chamou a atenção das autoridades, a empresária chegou a afirmar a um interlocutor: “Eu sou o Fábio”, sugerindo ter prerrogativas para falar em nome dele enquanto tratava de um projeto voltado à comercialização de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde.
A apuração da PF busca esclarecer a natureza das relações entre a empresária e o filho do petista. Documentos e mensagens analisados indicam que o objetivo das tratativas envolvia a viabilização de programas governamentais, com menções explícitas à possibilidade de ganhos financeiros que chegariam a 20% do valor dos negócios.
Além da questão da representação, as autoridades também se debruçam sobre a dinâmica de convivência. Fábio Luís Lula da Silva frequentava um imóvel de luxo no Lago Sul, em Brasília, alugado por Luchsinger.
Fonte: Folha de São Paulo
*Imagem da capa gerada por IA


















