Documento encontrado na primeira fase da Compliance Zero levanta suspeitas de ligações políticas do ex-banqueiro; Material embasou pedido de remessa ao STF
A Polícia Federal (PF) concentra esforços na análise de um envelope pardo apreendido na residência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em Brasília, durante a primeira etapa da operação Compliance Zero, realizada em novembro de 2025. O item chama atenção dos investigadores porque nele estava escrito, à mão, “Congresso”, o que gerou suspeitas sobre possíveis relações do controlador do antigo Banco Master com parlamentares, de acordo com a matéria da CNN BRASIL.

O envelope foi recolhido na batida inicial da operação, que apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e supostas irregularidades envolvendo o Banco Master — instituição liquidada pelo Banco Central. Na época da apreensão, a PF ainda não tinha acesso ao conteúdo do celular de Vorcaro, o que limitava o conhecimento sobre sua rede de contatos políticos.
Posteriormente, a quebra de sigilo telefônico revelou menções a figuras como o senador Ciro Nogueira (PP), o presidente do União Brasil Antonio Rueda, o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) e uma referência a “Alexandre Moraes” (possivelmente o ministro do STF), entre outros.
Todos os citados negam qualquer envolvimento com fraudes ou recebimento de vantagens indevidas de Vorcaro. A descoberta do envelope serviu de base para a defesa do ex-banqueiro requerer a remessa do processo ao Supremo Tribunal Federal (STF), competente para julgar autoridades com foro privilegiado.
Anteriormente, o caso tramitava na Justiça Federal de Brasília, sob responsabilidade do juiz Ricardo Soares Leite, que determinou a prisão de Vorcaro e o afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Investigadores analisam se o envelope pode estar relacionado ao conteúdo do celular de Vorcaro, que inclui mensagens sugerindo acesso antecipado a diligências da PF.
A PF nega qualquer edição de conversas ou uso indevido de dados pessoais do investigado.


















