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PF sofreu pressão de Moraes sobre Banco Master

Banqueiros e autoridades afirmam que Alexandre de Moraes também manifestou interesse em investigação da PF sobre Banco Master

Executivos do setor financeiro e figuras políticas de Brasília alegam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, demonstrou preocupação não apenas com decisões do Banco Central (BC) relacionadas ao Banco Master, mas também com o progresso das apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF) sobre supostas irregularidades na instituição.

De acordo com relatos divulgados nesta quarta-feira (24/12), os mesmos banqueiros e autoridades que circulam informações sobre uma possível influência de Moraes junto ao BC para beneficiar o Banco Master afirmam ter escutado de agentes da PF que o magistrado expressou curiosidade pelo ritmo das investigações envolvendo o banco.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, rebateu as alegações ao ser questionado. “Eu já ouvi isso por aí, mas é mentira. O ministro Alexandre de Moraes nunca falou comigo sobre esse assunto”, declarou ele, destacando que mantém diálogos frequentes com o ministro devido a inquéritos no STF, mas nunca sobre o caso Master.

Essas denúncias surgem em meio a controvérsias já existentes sobre contatos de Moraes com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em defesa dos interesses do Banco Master – instituição que firmou contrato milionário com o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.

Em nota oficial, Moraes negou qualquer interferência. “O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnistiky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/08; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master.”

O Banco Master enfrenta acusações de fraudes bilionárias em operações de crédito, o que levou à prisão temporária de seu controlador, Daniel Vorcaro, e à determinação de liquidação extrajudicial pela autoridade monetária. O caso ganhou repercussão nacional, alimentando debates sobre independência institucional, pressão política no setor financeiro e possíveis conflitos de interesse no Judiciário.

Essas revelações intensificam o escrutínio sobre o envolvimento de autoridades de alto escalão no escândalo do Banco Master, com termos como Alexandre de Moraes, Banco Master, pressão Polícia Federal, Banco Central e fraude bancária dominando as discussões no cenário político e econômico brasileiro atual.

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