Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República classificam como falsas as notícias de ação policial direcionada ao senador; portal de notícias mantém posicionamento invocando sigilo de fonte
Nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestaram-se oficialmente para desmentir informações que circulavam sobre um suposto pedido de busca e apreensão direcionado ao senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. As acusações veiculadas anteriormente afirmavam que a medida estaria no âmbito de um inquérito focado na apuração de suspeitas de lavagem de dinheiro, envolvendo também o advogado Willer Tomaz.

Diante da repercussão do caso em pleno período eleitoral, ambas as instituições emitiram notas oficiais rebatendo os relatos e negando a existência de qualquer tramitação nesse sentido junto ao Judiciário.
Os Posicionamentos Oficiais da PF e da PGR
A Polícia Federal declarou formalmente que as matérias veiculadas nesta sexta-feira (23/10) são falsas. Segundo a corporação, não existiu qualquer solicitação formal enviada à Justiça solicitando mandados contra o parlamentar, assim como jamais esteve programada qualquer operação policial dessa natureza para o dia 22 de outubro.
Em seu comunicado, a PF enfatizou que opera como instituição permanente de Estado, pautada pela imparcialidade, rigor técnico e responsabilidade com a comunicação pública, valores considerados essenciais para garantir a transparência do processo democrático no país.
Por sua vez, a Procuradoria-Geral da República também negou o teor das matérias que apontavam a rejeição de ordens judiciais emitidas para buscas contra o parlamentar. O órgão de acusação deixou claro que nenhuma representação ou requerimento formal foi elaborado pela Polícia Federal pedindo a expedição ou o cumprimento de mandados que visassem Flávio Bolsonaro.
A Tréplica da Redação e o Direito de Imprensa
Após a divulgação do posicionamento das autoridades federais, o portal de notícias responsável pela publicação inicial emitiu uma nota de esclarecimento. A redação do veículo registrou as negativas da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, mas manteve a versão apresentada na reportagem original.
O veículo alegou compromisso com a apuração dos fatos e fundamentou a manutenção do seu texto nas garantias constitucionais do sigilo da fonte e da liberdade de imprensa.
Fonte: Claudio Dantas
*Imagem da capa editada por IA

















