Órgão ministerial não vê óbices para que o candidato ao Palácio do Planalto visite o presidente Bolsonaro em regime de domiciliar, após solicitação protocolada pela defesa logo após o encerramento do primeiro turno das Eleições 2026
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se formalmente nesta terça-feira informando que não se opõe ao pedido protocolado pela defesa para que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) possa visitar seu pai, o presidente Jair Bolsonaro. O requerimento foi apresentado aos órgãos competentes logo após a apuração dos votos do primeiro turno, movimentando os bastidores políticos de Brasília em meio à preparação para a etapa decisiva da disputa eleitoral de outubro.

Origem do Pleito e Restrições Anteriores
A solicitação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) surgiu após medidas restritivas impostas pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Anteriormente, o magistrado havia estabelecido vedações a encontros que envolvessem teor político-eleitoral e limitado o fluxo de visitas ao presidente Bolsonaro — que cumpre pena em regime de prisão domiciliar humanitária — com o objetivo de preservar as condições de fiscalização e segurança determinadas pela Justiça.
Diante do novo pleito apresentado pelos advogados de defesa, que argumentaram o caráter estritamente familiar da convivência e a ausência de prejuízos às regras impostas, o ministro relator encaminhou o caso para a avaliação da PGR antes de proferir sua decisão definitiva.
Avaliação do Ministério Público e Próximos Passos
Em seu parecer enviado ao STF, o órgão ministerial destacou a ausência de fatos novos ou elementos que indiquem descumprimento das normas cautelares vigentes, abrindo caminho para que o encontro entre pai e filho ocorra sob a supervisão do Núcleo de Custódia responsável. Com a manifestação favorável da Procuradoria, a palavra final sobre a liberação e o cronograma do encontro passa a ser do ministro Alexandre de Moraes, responsável por dar o veredito final sobre o cumprimento das restrições judiciais.
Fonte: G1
*Imagem da capa editada por IA

















