Governo brasileiro aciona a Lei de Reciprocidade em resposta à nova sobretaxa de 25% sobre as exportações nacionais, classificando a decisão de Washington como marco lastimável e apontando motivações eleitoreiras de oposição
Em um novo capítulo de tensionamento diplomático e econômico, o governo brasileiro reagiu com dureza ao anúncio das novas medidas protecionistas impostas pelos Estados Unidos. A gestão do petista Lula da Silva respondeu à confirmação da aplicação de tarifas de 25% sobre as exportações brasileiras, oficializada na última quarta-feira (15) pelo governo de Donald Trump. O Palácio do Planalto anunciou que não hesitará em usar dispositivos legais para retaliar as novas cobranças aplicadas por Washington.

A reação de Brasília foi expressa por meio de uma nota oficial conjunta, elaborada pelo Palácio do Planalto em parceria com os ministérios das Relações Exteriores (MRE) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No comunicado, o Executivo brasileiro classificou o desfecho das negociações comerciais como um retrocesso nas relações bilaterais.
A sobretaxa é fruto de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 americana — aberta após o presidente Donald Trump dar início a uma ofensiva contra o Brasil em julho de 2025. As taxas entrarão em vigor no dia 22 de julho.
Para atenuar os impactos do tarifaço sobre os exportadores e a economia do país, a administração federal delineou uma resposta estruturada em três frentes: diversificação de novos mercados globais, medidas de socorro financeiro e a implementação prática da reciprocidade fiscal e tributária contra mercadorias americanas.
O Palácio do Planalto também politizou a disputa comercial interna ao associar a investigação conduzida nos Estados Unidos a articulações promovidas por aliados e familiares do presidente Jair Bolsonaro. O Planalto argumenta que as investidas contra o sistema financeiro e os interesses comerciais do Brasil contaram com apoio de figuras da oposição por conveniência política.
Fonte: CNN BRASIL


















