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Polícia de SP lacrou aparelhos de Dark Horse com vãos para cabo USB e Polícia Científica recusou análise

Investigação aponta fragilidades técnicas no procedimento de custódia de dispositivos eletrônicos apreendidos no âmbito de investigações conduzidas em solo paulista

Investigações recentes sobre o caso envolvendo “Dark Horse” revelaram sérios problemas procedimentais nos registros de evidências da Polícia de São Paulo. De acordo com informações reveladas pelo colunista Demétrio Vecchioli, os aparelhos celulares apreendidos durante as diligências foram lacrados de maneira inadequada, apresentando falhas e vãos físicos grandes o suficiente para permitir a passagem e conexão de um cabo USB. Diante da vulnerabilidade evidente no empacotamento dos eletrônicos, a Polícia Científica recusou formalmente realizar a perícia nos dispositivos. O órgão pericial entendeu que as condições precárias de armazenamento comprometiam a integridade do material, impondo riscos severos de contestação sobre a autenticidade das provas digitais.

O descuido no armazenamento e lacre dos dispositivos compromete a integridade técnica da cadeia de custódia, requisito fundamental para garantir que os dados extraídos dos telefones não sofram adulterações ou intervenções externas. A constatação gerou alerta entre peritos e defensores, que questionam a confiabilidade das provas digitais colhidas sob condições de empacotamento consideradas vulneráveis.

Os Riscos à Cadeia de Custódia e Repercussão Técnica

A falha no isolamento físico dos aparelhos eletrônicos coloca em xeque os protocolos de segurança adotados pelas equipes policiais no manuseio de provas sensíveis. A possibilidade de inserir conexões de cabo USB no invólucro lacrado abre margem para contestações jurídicas severas por parte das defesas, que podem alegar a imprestabilidade técnica dos dados telemáticos recuperados dos celulares investigados.

O episódio reforça o escrutínio sobre os métodos de preservação de evidências digitais em investigações de grande repercussão, expondo falhas operacionais que exigem rigor máximo para evitar a anulação de elementos probatórios essenciais nos tribunais.

Fonte: Metrópoles

*Imagem da capa gerada por IA

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