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Polymarket é banido de rede social no Brasil, querem esconder a virada de Flávio?

Ação da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Fazenda derruba página voltada ao mercado brasileiro em meio a repercussão de apostas sobre a disputa presidencial. 

A relação entre grandes plataformas de previsões e o controle regulatório estatal ganhou um novo capítulo nesta semana. O perfil oficial da plataforma de apostas Polymarket voltado ao público brasileiro no Instagram foi tirado do ar, após uma ofensiva coordenada do governo do petista Lula da Silva. 

A medida ocorre nos bastidores de intensas discussões políticas sobre a circulação de dados de sondagens e mercados preditivos que apontam cenários desfavoráveis ou de reviravoltas na corrida eleitoral de 2026.

A atuação da Fazenda e da AGU 

De acordo com informações apuradas pelo portal Jota, a queda da página ocorreu em decorrência direta de medidas adotadas pelo Ministério da Fazenda. A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou que a pasta atuou firmemente para exigir e viabilizar a remoção de postagens e conteúdos da empresa.

O ponto de inflexão na mira do governo aconteceu após o perfil divulgar publicações detalhadas sobre os mercados de apostas acerca da corrida presidencial brasileira. Entre os conteúdos monitorados e alvos de contestação pela equipe governista estava uma postagem específica que destacava o senador Flávio Bolsonaro à frente nas projeções de apostadores, gerando forte repercussão e debates acalorados nas redes sociais sobre o cenário político atual.

O cerco regulatório às plataformas de apostas

A investida contra a Polymarket se insere em um contexto mais amplo de restrições severas impostas pelo Planalto e pelos órgãos de controle fiscal às chamadas bets e plataformas de palpites financeiros no país.

O entendimento do governo é de que a oferta e a ampla divulgação de apostas — sobretudo em temas sensíveis como pleitos eleitorais e indicadores institucionais — sem a devida regulamentação nacional ferem as diretrizes vigentes. Com a desativação do canal no Instagram, o Executivo reforça o cerco contra a disseminação de dados preditivos que influenciam o debate público e a percepção do eleitorado sobre a disputa pelo poder em Brasília.

Fonte: Jota

*Imagem da capa gerada por IA

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