O chefe de gabinete adjunto do petista Lula da Silva, Swedenberger Barbosa — amplamente conhecido como Berger —, passou a ser alvo de fortes recomendações para deixar o seu cargo no governo
O chefe de gabinete adjunto do presidente da República, Swedenberger Barbosa, amplamente conhecido como Berger, passou a ser alvo de fortes pressões nos bastidores políticos. Aliados próximos e figuras influentes do entorno do petista Lula da Silva o aconselharam a entregar o cargo após a repercussão de uma reportagem investigativa publicada nesta quinta-feira (24/09).

A coluna jornalística trouxe à tona detalhes sobre presentes de alto valor financeiro recebidos por Berger de uma lobista. Entre os mimos listados estão itens de luxo que somam dezenas de milhares de reais, gerando um desgaste político considerável para o Palácio do Planalto.
O centro da polêmica: Presentes de luxo e conexões
De acordo com as informações divulgadas, Swedenberger Barbosa foi presenteado pela lobista Roberta Luchsinger — que também atua como sócia de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula.
A lista de mimos revelada pela apuração inclui:
- Um relógio de luxo avaliado em R$ 66 mil;
- Uma obra de arte (quadro) estimada em 13 mil euros;
- A realização de uma festa particular bancada pela lobista.
Registros de mensagens indicam que a proximidade entre Berger e Roberta Luchsinger ia além da convivência social. Ambos atuavam em conjunto junto ao Ministério da Saúde (MS) com o objetivo de articular a liberação de recursos financeiros para prefeituras e governos estaduais.
Embora o Palácio do Planalto tenha inicialmente optado por mantê-lo no cargo para evitar reações precipitadas ou “queimar a largada” quando os primeiros indícios da relação vieram à tona, a veiculação dos novos detalhes e o custo elevado dos presentes mudaram o cenário. Nas conversas recuperadas, o assessor aparece expressando gratidão pela festa promovida por Roberta e chega a enviar uma fotografia do quadro de Veronese já instalado em sua residência, acompanhada de um emoji de coração.
Posicionamento oficial do governo
Diante da repercussão do caso, a defesa e a nota oficial emitida pelo Palácio do Planalto reiteram que tanto Swedenberger Barbosa quanto a secretária Cláudia Troiano (também citada nas movimentações) negam veementemente o recebimento de quaisquer presentes oferecidos por Roberta Luchsinger.
Apesar da negativa formal por parte da administração federal, a pressão exercida pelo entorno presidencial reflete a preocupação com a imagem da gestão diante de denúncias que envolvem o trânsito de figuras de lobby e agentes públicos em gabinetes estratégicos da Esplanada dos Ministérios. O futuro imediato de Berger no alto escalão do governo permanece incerto diante da escalada do desgaste político.

















