Em discurso de campanha para a presidência da Casa, senador aponta crise moral no país, cobra cumprimento de deveres constitucionais e alerta sobre o cenário fiscal brasileiro
Em pronunciamento focado em sua postulação ao comando do Senado Federal, o senador Rogério Marinho defendeu que sua candidatura transcende os limites partidários e busca resgatar a legitimidade da instituição perante a sociedade brasileira. Embora respaldada formalmente pelo PL e pelo Novo — siglas que somam 32 cadeiras no início da legislatura —, o parlamentar enfatizou que o projeto visa representar a totalidade do órgão legislativo para alcançar a maioria necessária de 41 votos.
De acordo com o senador, o Brasil enfrenta um cenário de desgaste moral decorrente da perda de confiança da população nos Poderes da República:
“Existe hoje no Brasil uma sensação por parte da sociedade (…) literalmente uma crise moral instalada. Essa crise moral significa a falta de credibilidade das instituições. Tanto do Parlamento, como do Judiciário, como do Executivo. E o que nós pretendemos e o que nós propugnamos, é o nosso mote de campanha, é que nós possamos restabelecer essa confiança e respeitarmos a Constituição brasileira”, afirmou Rogério Marinho.
Críticas à Omissão do Senado e Defesa do Pacto Federativo
Ao detalhar suas propostas de gestão, o parlamentar criticou o que classificou como uma postura omissa da atual liderança da Casa diante de prerrogativas constitucionais. Marinho destacou que a inércia e o engavetamento de processos fiscalizatórios enfraquecem o papel do Senado como representante dos estados federados.
Entre as prioridades apresentadas para a renovação da conduta da Casa, o candidato destacou:
- Apurar infrações e crimes de responsabilidade: Defesa de que nenhuma autoridade pública esteja posicionada acima da legislação ou imune ao controle institucional.
- Fim do engavetamento de CPIs: Compromisso com o andamento de comissões parlamentares de inquérito e investigações regimentais.
- Rediscussão do Pacto Federativo: Criação de grupos de trabalho focados nas pautas econômicas e estruturais que afetam diretamente as finanças dos estados.
Alerta sobre Riscos Fiscais e Desequilíbrio Econômico
Além das pautas institucionais e regulatórias, Rogério Marinho direcionou críticas à gestão econômica do Poder Executivo, alertando para os riscos de uma crise fiscal decorrente do aumento de gastos públicos acima da arrecadação.
Diante desse panorama, o candidato reiterou que a independência e o rigor fiscalizatório do Senado serão determinantes para garantir a estabilidade institucional e conter desdobramentos negativos na economia do país.


















