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Previdência do Amapá investiu R$ 400 milhões no Banco Master e virou alvo da PF

A Polícia Federal (PF) incluiu o Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS-AP) entre os alvos da Operação Zona Cinzenta, deflagrada nesta quinta-feira (6 de fevereiro de 2026). O fundo previdenciário estadual aplicou R$ 400 milhões em títulos emitidos pelo Banco Master, instituição financeira liquidada extrajudicialmente em novembro de 2025 após rombo bilionário e suspeitas de gestão fraudulenta.

A operação investiga se houve irregularidades na alocação desses recursos, como falta de diligência na análise de risco, conflito de interesses ou desvio de finalidade ao investir verba previdenciária em produtos de alto risco do Master. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Macapá e Brasília para coletar contratos, relatórios internos e comunicações que esclareçam a decisão de aplicar quase metade do patrimônio do fundo em Letras Financeiras do banco investigado.

O RPPS-AP, responsável pela aposentadoria de servidores estaduais, enfrenta agora risco de perdas significativas, já que o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é de R$ 250 mil por CPF/CNPJ por conglomerado. Valores acima desse teto dependem da venda de ativos do Master, processo lento e incerto.

A ação da PF se soma às investigações nacionais sobre o escândalo Master (CPMI do INSS, CPI do Crime Organizado e Operação Compliance Zero), ampliando o foco para o impacto em fundos previdenciários estaduais. O caso expõe vulnerabilidades na gestão de recursos públicos de aposentadoria e reforça a cobrança por maior fiscalização e diversificação de aplicações.

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