Moscou acusa Kiev de crime de guerra contra civis, enquanto Ucrânia afirma ter atingido instalação militar; número de vítimas sobe neste sábado (23)
O presidente russo Vladimir Putin ordenou que as Forças Armadas preparem opções de retaliação contra a Ucrânia após um ataque de drone atingir um dormitório estudantil na cidade de Starobilsk, na região de Luhansk, controlada por Moscou. O balanço oficial subiu para 18 mortos neste sábado (23 de maio de 2026), a maioria mulheres jovens.

A agência de notícias RIA Novosti, citando o Ministério de Emergências russo, confirmou o novo balanço de vítimas. Leonid Pasechnik, chefe da administração instalada pela Rússia na região, divulgou uma lista preliminar com os nomes de várias vítimas, predominantemente jovens de 19 anos.
Versões conflitantes
Enquanto Moscou classifica o ataque como deliberado contra civis e acusa Kiev de crime de guerra, a Ucrânia nega a responsabilidade pelo dormitório. As Forças Armadas ucranianas afirmaram ter atingido uma “unidade de comando de drones de elite” na região e garantem que atuam em conformidade com o direito internacional humanitário.
O caso gerou uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira, convocada pela Rússia. Diversos países pediram acesso ao local para verificação independente. Funcionários da organização reforçaram a condenação a qualquer ataque contra civis.
Contexto de escalada
O incidente ocorre em meio a uma intensificação dos ataques cruzados. A Rússia tem concentrado ofensivas contra infraestrutura energética ucraniana, enquanto Kiev aumentou os ataques contra instalações petrolíferas e terminais russos.
Neste sábado, autoridades russas relataram ainda um incêndio em um terminal de petróleo no porto de Novorossiysk, no Mar Negro, após impacto de detritos de drone. Duas pessoas ficaram feridas.
Fonte: CNN BRASIL


















