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Reunião no Planalto com Lula, Moraes, PGR, BC sobre Banco Master

Lula convoca reunião com Moraes, PGR, Banco Central e outras autoridades para discutir combate ao crime organizado em meio ao caso Banco Master

O petista Lula da Silva coordenou, na quinta-feira (15/1), uma ampla reunião no Palácio do Planalto com ministros, representantes do Judiciário, da Polícia Federal (PF), da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Banco Central (BC) e da Receita Federal.

O encontro oficial teve como foco o fortalecimento do combate ao crime organizado, elevado a prioridade de “ação de Estado”, mas ocorreu em pleno auge do escândalo do Banco Master, que investiga fraudes financeiras, possíveis desvios e vazamentos de dados sigilosos.

Participaram da reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o novo ministro da Justiça e Segurança Pública Wellington César Lima e Silva, o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, o diretor-geral da PF Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o chefe da Receita Federal Robinson Barreirinhas, o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, entre outras autoridades.

O tema do Caso Banco Master — que envolve a liquidação extrajudicial do banco pelo BC, investigações da PF e PGR, e inquérito no STF aberto por Moraes para apurar supostos vazamentos irregulares de informações fiscais de ministros da Corte e familiares — pairou sobre o debate, embora não tenha sido oficialmente o ponto central.

O encontro acontece dias após polêmicas envolvendo o Banco Central, a Receita, o Coaf e o Judiciário, gerando tensões institucionais.

Após a reunião, o presidente Lula reforçou o compromisso coletivo em pronunciamentos subsequentes, destacando a necessidade de unidade para enfrentar o crime organizado.

“Eu quero falar ao meu delegado da Polícia Federal, ao procurador-geral desse país, falei ao presidente da Suprema Corte, estou falando ao ministro [da Justiça], ao advogado-geral da União […] hoje nós fizemos uma reunião para dizer o seguinte: nós vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado.”

O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, inicialmente mencionou que o Caso Banco Master foi tratado como “eixo” das discussões, mas a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) esclareceu que o foco foi o combate amplo ao crime organizado, com menções eventuais a casos como ilustração.

Não houve anúncio de medidas específicas, mas o encontro sinaliza esforço para alinhar ações entre Executivo, Judiciário e órgãos de controle.

Especialistas em direito e política veem a reunião como tentativa de azeitar relações institucionais em meio a atritos, especialmente após a abertura de inquérito por Moraes sobre possíveis irregularidades na quebra de sigilo fiscal.

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