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Rombo do FGV supera R$ 50 bilhões com a liquidação do Banco Pleno

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada recentemente pelo Banco Central, elevou o impacto financeiro sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que agora supera a marca de R$ 50 bilhões em compromissos totais com credores afetados por quebras bancárias recentes.

De acordo com comunicado oficial do FGC divulgado após o anúncio do BC, o Banco Pleno contava com uma base estimada de 160 mil credores elegíveis ao pagamento de garantia, totalizando R$ 4,9 bilhões. Esse montante se soma aos R$ 40,6 bilhões referentes aos investidores do Banco Master e aos R$ 6,3 bilhões dos clientes do Will Bank, alcançando um total de R$ 51,8 bilhões.

Esse valor não considera as linhas emergenciais de liquidez já mobilizadas pelo fundo ao longo de 2025, período em que os problemas no conglomerado Master se tornaram evidentes.

O FGC, entidade privada mantida pelas contribuições das instituições financeiras, possui atualmente cerca de R$ 160 bilhões em patrimônio, dos quais aproximadamente R$ 125 bilhões estariam disponíveis para uso imediato. Para recompor o caixa impactado pelas liquidações, o conselho do fundo aprovou um plano emergencial que inclui:

  • Adiantamento inicial equivalente a cinco anos de contribuições dos bancos associados;
  • Antecipações adicionais de 12 meses em 2027 e mais 12 meses em 2028, totalizando sete anos de repasses adiantados;
  • Aumento extraordinário de 30% a 60% no valor das contribuições mensais pagas pelas instituições ao FGC, conforme relatou fonte próxima às discussões.

Há ainda propostas para redirecionar recursos de compulsórios bancários ao fundo, mas essa medida depende de aprovação do Banco Central, que até o momento não se pronunciou.

No caso do Banco Master, o FGC já efetuou pagamentos de R$ 37 bilhões em garantias até a semana passada, correspondendo a mais de 90% do total previsto. Para o Will Bank (que integrava o mesmo conglomerado e teve liquidação decretada em janeiro de 2026), o fundo antecipou o ressarcimento a investidores com até R$ 1 mil a receber, ao custo de R$ 200 milhões, enquanto o restante aguarda consolidação da base de credores pelo liquidante.

O Banco Pleno (antigo Voiter) foi vendido em 2025 para um ex-sócio do Master, deixando de integrar o grupo à época. A operação ocorreu com condicionantes impostas pelo BC, incluindo reforço de capital e restrições à captação via CDBs, mas a dependência elevada desse tipo de título acabou pressionando a exposição ao fundo garantidor.

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