O clima no Supremo Tribunal Federal (STF) está descrito como péssimo por relatos de ministros da Corte obtidos pelos jornalistas Lauro Jardim, Igor Gadelha e Andreia Sadi. A tensão interna na instituição ganhou força nos últimos dias, agravada por uma série de episódios que envolvem relatorias polêmicas, vazamentos de dados sigilosos e pressões externas.



De acordo com colunas e reportagens recentes, o ambiente entre os ministros reflete desgaste acumulado por decisões controversas, como a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master (após reunião tensa que começou “pesada” e com “tensão geral”), a operação da PF contra vazamentos de dados fiscais de ministros e familiares, e o inquérito das fake news que continua sob relatoria de Alexandre de Moraes.
Os jornalistas destacam que ministros relatam um “climão” nos bastidores, com preocupações sobre a imagem da Corte, possíveis gravações clandestinas em sessões internas, e o impacto de investigações que envolvem nomes próximos à instituição (como contratos do escritório da esposa de Moraes com o Master e acessos irregulares na Receita Federal).
A saída de Toffoli do caso Master, decidida por unanimidade em reunião secreta, foi vista como tentativa de conter a crise, mas não dissipou o desconforto geral.
O agravamento coincide com a operação da PF (17/02/2026) que cumpriu buscas contra quatro servidores suspeitos de vazamentos, medidas cautelares como tornozeleira eletrônica e afastamento de funções, e a divulgação de nomes como Luiz Antônio Martins Nunes (Serpro/RJ).
A Receita Federal confirmou acessos ilícitos sem justificativa funcional, reforçando o sigilo fiscal como “pilar básico do sistema tributário”.
A tensão também aparece em discussões sobre redistribuição de processos, suspeição de relatores e críticas externas ao STF por suposto uso político de inquéritos. O momento é de alta pressão interna, com ministros preocupados com a sustentabilidade institucional.


















