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Toffoli em meio a lavagem de dinheiro e fraudes bilionárias

Entenda a rota financeira: Triangulação de fundos suspeitos e o resort vinculado à família de Dias Toffoli

Em meio a investigações sobre lavagem de dinheiro e fraudes bilionárias, uma complexa rede financeira conecta fundos de investimento sob escrutínio ao Resort Tayayá, no Paraná, associado à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Documentos revelam injeções de R$ 40 milhões em empreendimentos ligados aos irmãos do magistrado, levantando questionamentos sobre a origem dos recursos e possíveis conflitos de interesse. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado já reage com pedidos de quebra de sigilo e convocações.

A apuração, divulgada por veículos como G1 e Folha de S.Paulo, aponta para uma “triangulação financeira” projetada para mascarar beneficiários reais e inflar valores de ativos.

No centro dessa estrutura está a gestora Reag Investimentos, investigada na Operação Carbono Oculto pela Polícia Federal (PF) por suposta lavagem de dinheiro em benefício da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Reag gerencia fundos que “passeiam” capitais, retornando-os ao Banco Master com valorizações artificiais de até 1.000% em curtos períodos, sem movimentação real de recursos.

A Conexão com a Família Toffoli e o Resort Tayayá

O ministro Dias Toffoli, relator do caso Banco Master no STF, admitiu ser sócio da empresa Maridt, administrada por seus irmãos – um engenheiro e um padre. A Maridt recebeu R$ 3,1 milhões de um fundo investigado, conforme revelado em relatórios. Fundada em agosto de 2020, a companhia se tornou sócia do Resort Tayayá em dezembro do mesmo ano e manteve a participação até fevereiro de 2025.

Toffoli esclareceu que não aparece nos registros da Junta Comercial porque a Maridt é uma Sociedade Anônima (S.A.) de capital fechado, permitindo anonimato para acionistas não administradores. Ele negou qualquer amizade ou recebimento direto de pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmando que a gestão fica a cargo de parentes.

A rota do dinheiro segue um caminho intrincado:

  • Fundo Arleen: Gerido pela Reag, investiu R$ 20 milhões no resort e na Maridt. Esse fundo é parte da teia investigada por fraudes.
  • Fundo Leal: Também administrado pela Reag, injetou outros R$ 20 milhões no Arleen. Seu único cotista é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e operador financeiro do Banco Master. 

Investigadores suspeitam que recursos do crime organizado possam ter sido “lavados” via aquisição de cotas no resort. Embora a família Toffoli alegue desconhecer a origem dos fundos, a PF busca esclarecer se os envolvidos sabiam da identidade dos vendedores – incluindo o ministro e seus familiares.

Reações no Congresso e Avanços na Investigação

A CPI do Crime Organizado, presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e relatada por Alessandro Vieira (MDB-RS), apresentou requerimentos urgentes para aprofundar as apurações. Entre eles:

  • Quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da Reag Investimentos e de seu sócio João Carlos Mansur.
  • Convocação dos irmãos de Toffoli, José Eugênio e José Carlos, além de Mansur.

O senador Vieira também acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para solicitar o afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master, citando decisões “fora do padrão” que teriam atrasado as investigações. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro mencionam o ministro, e a PF apura possíveis repasses indiretos via Maridt após a venda da participação no resort.

Contexto Mais Amplo: Operações e Suspeitas

A Reag já era alvo da PF por operações que inflavam o patrimônio do Banco Master. Relatórios indicam que fundos como o Arleen transferiram milhões para offshores, com valorizações suspeitas em prazos curtos – semelhantes às fraudes bilionárias investigadas. Auditores independentes emitiram alertas sobre falta de transparência nos balanços do Arleen, impossibilitando a verificação de valores declarados. 

Outras conexões incluem Silvano Gersztel, ex-executivo da Reag investigado por laços com o PCC, que representou o fundo na aquisição de cotas do resort. Em janeiro de 2026, revelações mostraram que o Tayayá, avaliado em R$ 4,4 milhões em 2025, recebeu aportes iniciais de R$ 4,3 milhões de fundos ligados ao Master.

Implicações e Próximos Passos

Essa revelação amplia o escândalo do Banco Master, envolvendo o Judiciário e questionando a imparcialidade em julgamentos relacionados. Colegas de Toffoli no STF avaliam que ele deveria ter se declarado impedido desde o início. A família do ministro reitera que todas as transações foram declaradas à Receita Federal e que não há irregularidades.

A investigação prossegue, com foco em mensagens e fluxos financeiros. Atualizações recentes confirmam a veracidade das apurações, sem desmentidos oficiais até o momento. Para mais detalhes sobre “Banco Master investigação”, “Dias Toffoli resort” ou “Reag Investimentos PCC”, acompanhe fontes independentes.

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