Toffoli poderá participar de julgamentos no caso Banco Master após arquivamento de suspeição por Fachin
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), não foi declarado suspeito no caso Banco Master e, em princípio, poderá atuar em julgamentos relacionados ao processo. A decisão veio após o presidente da Corte, Edson Fachin, arquivar a arguição de suspeição contra Toffoli, por “perda de objeto”, já que o ministro havia deixado a relatoria do inquérito no dia 12 de fevereiro.
A arguição foi aberta no dia 10 de fevereiro, após a Polícia Federal (PF) entregar relatório ao STF com menções ao nome de Toffoli extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — instituição investigada por supostas fraudes bilionárias. As mensagens, trocadas entre Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel, citavam negócios envolvendo um resort da família de Toffoli no Paraná (Tayayá), entre outros pontos.
Em reunião reservada no dia 12, os ministros do STF analisaram o material da PF e decidiram, por consenso, não prosseguir com a declaração de suspeição. Toffoli optou por se afastar da relatoria “em respeito aos altos interesses institucionais”, e o processo foi redistribuído para o ministro André Mendonça, também da 2ª Turma — colegiado do qual Toffoli faz parte.
Com o arquivamento formalizado por Fachin neste sábado (21), Dias Toffoli permanece apto a participar de eventuais julgamentos no caso Master, a menos que se declare impedido ou suspeito futuramente.
A medida preserva a validade dos atos processuais já praticados pelo ministro durante sua relatoria.


















