
O encontro, ainda sem local definido, será o próximo passo para discutir garantias de segurança à Ucrânia e avançar no caminho diplomático para encerrar a guerra.
“Após essa reunião, teremos uma reunião trilateral, que seria composta pelos dois presidentes, além de mim”, declarou Trump.
Ao adiantar a ligação para Putin, Trump recebeu um bom “aceno” do Kremlin. Ao confirmar a ligação entre o norte-americano e o russo, o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, confirmou que os líderes discutiram a ideia de estudar a possibilidade de elevar o nível dos representantes de Moscou e Kiev nas negociações.
Troca de territórios em debate
Entre os temas discutidos, esteve a possibilidade de negociações envolvendo concessões territoriais entre Rússia e Ucrânia — uma proposta que causa divisões dentro do bloco europeu e entre as próprias autoridades de Kiev. Trump, no entanto, ressaltou que ainda não há consenso.
“Tudo está na mesa. É claro que as decisões finais cabem à Ucrânia e à Rússia, mas trabalhamos para criar o ambiente em que um acordo possa acontecer”, disse.
Zelensky, por sua vez, evitou falar em concessões territoriais, mas defendeu o avanço da diplomacia. “A Ucrânia precisa de uma paz justa e duradoura. Estamos prontos para encontrar um caminho diplomático, mas nunca à custa da nossa soberania”, afirmou o presidente ucraniano.
Papel da Europa e garantias de segurança
“Não podemos aceitar uma paz que seja apenas temporária. A Europa exige um compromisso duradouro”, disse Macron. Ursula von der Leyen destacou que a União Europeia “está preparada para assumir responsabilidades adicionais” em caso de um acordo.
Trump sugeriu que as nações europeias liderem o processo de garantias de segurança, mas não descartou a possibilidade de engajamento militar dos EUA. “Haverá muita ajuda, e não apenas financeira”, afirmou.
Zelensky confirmou que está aberto à ideia: “Se houver uma oportunidade real, estaremos prontos. O importante é parar a Rússia e salvar vidas ucranianas”.
Guerra em curso
Apesar do tom de otimismo, os obstáculos seguem grandes. Entre as condições implícitas da Rússia para um cessar-fogo estão a desistência da Ucrânia de entrar na Otan e possíveis concessões territoriais, pontos que Kiev tem resistido a aceitar.
O conflito, iniciado em outubro de 2022, já deixou dezenas de milhares de mortos e devastou cidades inteiras. A reunião em Washington marcou a primeira tentativa coordenada de Trump de alinhar Estados Unidos, Ucrânia e Europa em torno de um plano comum de paz.
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