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Vorcaro corre contra o tempo para fechar delação e proteger fortuna bilionária

Ex-CEO do Banco Master, preso pela PF, quer acordo em até 60 dias para indicar localização de mais de R$ 10 bilhões em fundos no Brasil e exterior antes que o patrimônio seja esvaziado por gestores e credores

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, demonstra urgência em fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). O principal motivo é proteger uma fortuna estimada em mais de R$ 10 bilhões, dispersa em uma complexa rede de fundos de investimento no Brasil e no exterior, de acordo com a matéria do O GLOBO.

Fonte Malu Gaspar do O GLOBO

Confira a análise da jornalista do O GLOBO sobre o motivo da pressa do ex-banqueiro, que tem uma razão objetiva e bilionária:

Vorcaro foi preso duas vezes recentemente pela Polícia Federal, sendo a última na segunda-feira (17 de março). Ele está atualmente na Superintendência da PF em Brasília, após passar por diferentes unidades prisionais. A defesa dele projeta concluir o acordo em até 60 dias, prazo considerado muito otimista pelos investigadores.

A pressa tem uma razão concreta e bilionária: com Vorcaro e seus sócios detidos, sem capacidade de movimentar os recursos, existe o risco real de que gestores, investidores ou credores esvaziem os fundos. A estrutura foi montada justamente para dificultar o rastreamento de beneficiários e origem dos recursos.

Investigadores e advogados que acompanham o caso concordam que, para a delação avançar, Vorcaro precisará demonstrar disposição em devolver valores significativos aos cofres públicos, sem ocultar patrimônio. A colaboração permitiria que ele indicasse aos órgãos a localização exata dos ativos, viabilizando seu bloqueio e uso como lastro para benefícios como redução de pena.

O esquema investigado envolve fraudes bilionárias, incluindo a venda de carteiras de crédito podres ao BRB (Banco de Brasília), avaliadas em R$ 12,2 bilhões. Há ainda repasses de fundos de pensão estaduais e municipais, além de outras frentes em apuração. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, e a gestora Reag — central nos esquemas — também foi liquidada em janeiro de 2026. O liquidante calcula pelo menos R$ 4,8 bilhões em bens e fundos desviados antes da liquidação.

O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro André Mendonça, especialista em recuperação de ativos em casos de corrupção, o que reforça a necessidade de devolução expressiva de valores para que o acordo prospere.

A eventual delação de Vorcaro pode alcançar autoridades e gerar novas crises institucionais, com impacto no cenário político brasileiro.

Fonte: CNN BRASIL

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