Operação de 2017 que deu origem ao Banco Master envolveu R$ 15 milhões do FGC e levantou alertas no Banco Central
A trajetória de ascensão do Banco Master, uma das instituições que mais cresceu no Brasil nos últimos anos, está sob nova análise devido aos detalhes de sua fundação. O empresário Daniel Vorcaro, atual nome forte da instituição, teria utilizado uma manobra financeira em 2017 para adquirir o então Banco Máxima, utilizando recursos provenientes do próprio Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Confira a análise do jornalista do G1:
De acordo com informações de bastidores e registros do sistema financeiro, Vorcaro teria viabilizado a compra do Máxima com um aporte de R$ 15 milhões que, na prática, tinham origem em ativos da própria instituição com o suporte do FGC. Esse movimento criou uma dinâmica onde, em resumo, Vorcaro utilizou dinheiro do banco Máxima para comprar o próprio banco Máxima.
Essa estrutura de negócio, embora tenha passado pelos trâmites da época, é o que teria gerado as primeiras suspeitas no Banco Central. O órgão regulador monitora com rigor operações onde o capital utilizado para o controle acionário não provém de fontes externas claras, visando evitar riscos sistêmicos e garantir a liquidez das instituições.
O que começou como uma operação de socorro a um banco de pequeno porte em dificuldades resultou em um dos maiores fenômenos bancários da década. Sob o comando de Vorcaro, o Banco Máxima foi reestruturado e rebatizado como Banco Master, expandindo agressivamente sua carteira de crédito e presença no mercado de investimentos.
Fonte: G1


















