A estratégia comercial dos Estados Unidos foca em desestimular que outros países criem barreiras em resposta às novas tarifas americanas
A tensão comercial entre o Brasil e os Estados Unidos ganhou novos capítulos. Em meio ao debate global sobre a implementação do chamado “tarifaço” norte-americano, os dois governos trocaram sinalizações claras de posicionamento. De um lado, a gestão em Washington adverte que não aceitará passivamente contra-ataques às suas barreiras alfandegárias; de outro, o Ministério da Fazenda brasileiro garante que o país agirá com firmeza para salvaguardar suas indústrias.

“Se houver retaliação, vamos rever nossas ações”
A estratégia comercial dos Estados Unidos foca em desestimular que outros países criem barreiras em resposta às novas tarifas americanas. Representantes do governo norte-americano deixaram claro que qualquer reação estrangeira pode desencadear uma nova onda de medidas punitivas.
Esse posicionamento indica que Washington enxerga suas tarifas como uma ferramenta de ajuste estrutural interno e que contra-medidas globais serão interpretadas como uma afronta direta, passível de novas sanções ou revisões ainda mais duras nas regras de importação.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, rebateu a pressão externa adotando um tom de soberania e resiliência econômica. Para o governo brasileiro, o país não pode se curvar a decisões unilaterais que prejudiquem a balança comercial nacional e a competitividade da indústria local.
Em pronunciamento sobre o impacto do “tarifaço”, Durigan foi enfático ao definir a postura que o Brasil adotará nos palcos diplomático e econômico:
“País vai se proteger e se fazer respeitado”
Segundo o secretário-executivo, a equipe econômica do governo federal está atenta e estruturando mecanismos técnicos e diplomáticos para garantir que o setor produtivo brasileiro não seja asfixiado pelas barreiras impostas pelos EUA.
Fonte: CNN BRASIL

















