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Willer Tomaz apresenta carta do Santander que nega Flávio Bolsonaro como usuário master

Empresário rebate alegações veiculadas na reta final da campanha eleitoral, denuncia bloqueio de R$ 6 bilhões baseado em premissas falsas e aponta investida com fins políticos a menos de 48 horas do segundo turno

Em pronunciamento contundente divulgado na reta final da disputa eleitoral, o empresário Willer Tomaz veio a público para rebater o que classificou como “a mãe de todas as fake news” envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. A manifestação detalha documentos bancários oficiais e critica duramente decisões judiciais recentes e o vazamento de informações sob sigilo.

A origem da narrativa e a repercussão na mídia

O imbróglio teve início em 14 de outubro, quando o jornal O Globo publicou que Flávio Bolsonaro seria “usuário master” da conta de uma empresa pertencente a Willer Tomaz no banco Santander — sugerindo que o candidato do PL atuaria como sócio oculto da empresa e, por extensão, de plataformas de apostas (bets).

Segundo Tomaz, a narrativa transformou-se em uma “bola de neve”: dezenas de sites repetiram a informação, o tema foi amplificado por adversários políticos e chegou a ser veiculado no Jornal Nacional, fundamentando-se inteiramente em uma única premissa que, agora, é apontada como falsa.

A prova documental: Carta oficial do Santander

Para desmentir as acusações, Tomaz apresentou uma carta emitida pelo próprio banco Santander. O documento oficial comprova por escrito que:

  • A conta em questão foi aberta em maio de 2025.
  • O único usuário master cadastrado na conta, desde a sua criação até a data atual, é o próprio Willer Tomaz.
  • O nome de Flávio Bolsonaro jamais constou na lista de usuários da conta.

“Sem usuário master, não tem sócio de empresa. Sem sócio de empresa, não tem sócio de bet”, pontuou o empresário, reafirmando que sua relação com Flávio Bolsonaro é estritamente de amizade pública, algo que nunca foi ocultado e que não pode ser criminalizado.

Bloqueio bilionário e punição antecipada

No mesmo dia em que o banco derrubou formalmente a narrativa e em plena data de debate eleitoral, uma decisão judicial determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões nas contas de Willer Tomaz. O empresário destacou o absurdo da medida:

  • A justificativa utilizada pela imprensa para o bloqueio foi exatamente a mesma narrativa da conta com Flávio como usuário master, recentemente desmentida pela instituição financeira.
  • O valor de R$ 6 bilhões foi classificado como “numeração aleatória”, sem qualquer correspondência com seu patrimônio real.
  • Suas empresas foram suspensas sem acusação formal, sem processo regular e sem condenação, configurando, segundo sua defesa, uma “punição antecipada”.

“Pescaria probatória” e vazamento a 48 horas do pleito

Willer Tomaz explicou que a investigação teve origem na chamada Operação Sem Desconto (voltada a fraudes no INSS), na qual afirma não ter nenhum tipo de envolvimento. Diante da ausência de elementos comprometedores, investigadoras teriam passado a vasculhar sua trajetória em busca de pretextos para uso eleitoral contra Flávio Bolsonaro — citando episódios anteriores como o caso de Richardson, a suposta “sala secreta” e, por fim, o episódio do “usuário master”.

O empresário classificou o episódio como uma pescaria probatória (fishing expedition). Ele também criticou o fato de uma decisão sob sigilo — à qual nem sua defesa teve acesso — ter sido vazada para a grande imprensa a menos de 48 horas do segundo turno das eleições, classificando a coincidência temporal como uma ação direcionada.

Por fim, Tomaz cobrou retratação proporcional dos veículos de imprensa que divulgaram a informação incorreta, reafirmou que apresentará todas as provas cabíveis à Justiça e declarou confiança em um Judiciário imparcial baseado em provas concretas e não em narrativas.

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