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Venezuelanos preferem María Corina no poder

Pesquisa Revela: mais da metade dos venezuelanos prefere María Corina Machado no poder; Delcy Rodríguez tem apenas 14% de Apoio

Uma nova sondagem de opinião pública indica forte preferência popular pela líder da oposição María Corina Machado como futura chefe de Estado da Venezuela, em contraste com o baixo apoio à presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em 3 de janeiro.

De acordo com levantamento realizado pela Atlas Intel para a Bloomberg News, entre os dias 5 e 11 de janeiro de 2026, 51,6% dos venezuelanos que vivem no país afirmam que María Corina Machado deveria assumir a liderança do país.

Em comparação, apenas 14% apoiam Delcy Rodríguez, que foi endossada pela administração de Donald Trump para conduzir a transição após a intervenção militar americana.

A pesquisa ouviu 1.539 entrevistados na Venezuela (dentro de uma amostra maior de 11.285 pessoas na América Latina), com margem de erro de 2 pontos percentuais para os dados venezuelanos.

O resultado contraria declarações recentes de Trump, que questionou a capacidade de governabilidade de Machado, afirmando que ela não contaria com apoio suficiente no país.

María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 por seus esforços em prol da restauração da democracia venezuelana, consolidou-se como a figura política mais popular do país. Seu apoio reflete o desejo de grande parte da população por uma mudança profunda após anos de crise econômica, hiperinflação e êxodo em massa.

Por outro lado, Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro e agora presidente interina com o aval de Washington, enfrenta rejeição significativa. A escolha americana por Rodríguez — baseada em avaliações de que lideranças leais ao antigo regime garantiriam maior estabilidade — gerou surpresa e críticas entre opositores.

A sondagem também revela divisão sobre a operação militar dos EUA: 47% dos venezuelanos aprovam a ação que resultou na captura de Maduro (priorizando acesso a reservas de petróleo e exigências de segurança), 25% se opõem e 28% não têm opinião formada. Na América Latina como um todo, 60% aprovam a destituição de Maduro, contra 35% que desaprovam.

Há ainda expressiva desilusão política: 18% dos respondentes rejeitam tanto Machado quanto Rodríguez, e 17% se declaram sem saber ou indecisos, sinalizando fadiga com o cenário polarizado.

O encontro entre María Corina Machado e Donald Trump na Casa Branca, ocorrido em 15 de janeiro, incluiu a entrega simbólica da medalha do Nobel, mas não alterou a posição oficial dos EUA de priorizar Rodríguez na transição.

A pesquisa reforça o debate sobre o futuro político da Venezuela, com foco em estabilidade, soberania e relações com os Estados Unidos.

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