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Lewandowski comprou mansão de alvo ligado ao PCC

Ex-Ministro Ricardo Lewandowski comprou casa de R$ 9,4 milhões de alvo da PF na operação Carbono Oculto

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Justiça Ricardo Lewandowski adquiriu, em 2025, uma residência de alto padrão em São Paulo avaliada em R$ 9,4 milhões. O vendedor do imóvel é Alan de Souza Yang, empresário investigado pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto, deflagrada em 2024, por suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e investimentos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A transação, registrada em cartório, ocorreu em período em que Lewandowski ainda ocupava cargo no Ministério da Justiça e Segurança Pública (até fevereiro de 2025), e levanta questionamentos sobre a origem dos recursos e possíveis conexões indiretas entre o comprador e o vendedor.

A defesa de Lewandowski afirma que a compra foi feita com recursos próprios e de forma lícita, sem qualquer relação com as investigações contra o vendedor.

Yang é apontado pela PF como figura central em esquema que utilizava empresas de fachada e créditos de carbono para ocultar valores oriundos de atividades criminosas do PCC.

A operação resultou em prisões, bloqueios de bens e quebra de sigilos, mas não há, até o momento, indícios públicos de que Lewandowski tenha sido alvo ou investigado no caso.

O episódio ganha repercussão em meio ao escândalo do Banco Master, onde o escritório ligado a Lewandowski recebeu milhões sem atuação registrada em processos judiciais, e reforça o debate sobre transparência patrimonial de figuras públicas e potenciais conflitos de interesse no Judiciário e no Executivo.

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