Mesmo após defesa protocolar esclarecimentos na PF, ministro ignora documento e acusa senador de recusar comparecimento em ação sobre suposta calúnia.
O uso do aparelho de Justiça para conter e constranger opositores políticos ganhou mais um capítulo marcante nesta terça-feira, 28 de julho de 2026. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou a defesa escrita apresentada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e determinou que o inquérito por suposta calúnia contra o petista Lula da Silva retorne para análise do Ministério Público Federal.
Confira a decisão de Moaes:


A decisão ocorreu após a Polícia Federal (PF) cancelar a oitiva presencial agendada para esta tarde. Em vez de comparecer ao interrogatório no ambiente policial, os advogados do parlamentar protocolaram manifestações formais para responder às acusações e solicitaram que os esclarecimentos por escrito fossem aceitos como suficientes.
Flexibilização de Prerrogativas e Pressão Sobre a Oposição
O procedimento instaurado a pedido do Poder Executivo refere-se a uma postagem publicada no início do ano nas redes sociais. Na publicação, a defesa argumenta que o senador apenas teceu especulações políticas sobre o cenário global, mas o governo federal enquadrou o texto como imputação falsa de crime.
Fonte: SBT NEWS

















