Presidente dos EUA denuncia suposto “pedágio” de até US$ 2 milhões por petroleiro imposto por Teerã em meio à guerra no Oriente Médio; Irã nega cobrança e diz que o estreito está aberto, exceto para navios “inimigos”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os navios estão retornando gradualmente ao Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento de petróleo no mundo, mas alertou que a passagem continua sob rígido controle iraniano.

Em declaração recente, Trump afirmou: “Os navios estão retornando lentamente ao Estreito de Ormuz, mas a passagem continua sendo rigidamente controlada pelo Irã — com relatos de taxas de até US$ 2 milhões por petroleiro, embora Teerã negue cobrar qualquer pedágio.”
A afirmação ocorre em meio à escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã, que levou a interrupções no tráfego marítimo pelo estreito — responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. Relatos de empresas de inteligência marítima, como a Lloyd’s List, confirmam que ao menos nove petroleiros conseguiram atravessar recentemente, mas com dificuldades.
Deputados iranianos, como Alaeddin Boroujrrdi, admitiram publicamente a existência de um “novo sistema” que cobra “o preço da guerra”, embora o governo de Teerã negue oficialmente a cobrança de qualquer tipo de pedágio. O Irã afirma que o estreito permanece aberto a todos os navios, exceto aqueles ligados a “inimigos” como Israel e, em alguns casos, Estados Unidos.
A declaração de Trump acontece após ele ter dado um ultimato de 48 horas ao Irã para reabrir totalmente o estreito, sob ameaça de ataques a usinas de energia iranianas. O prazo foi posteriormente estendido por cinco dias, enquanto os EUA relatam conversas “produtivas” com interlocutores iranianos para uma possível resolução do conflito.


















