Documento pedia indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Lulinha; Rejeição do parecer de Alfredo Gaspar por 19 a 12
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS terminou seus trabalhos sem a aprovação de um relatório final. Na madrugada deste sábado (28), os parlamentares rejeitaram, por 19 votos a 12, o parecer apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), de acordo com a matéria do G1.

O texto rejeitado recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas parlamentares, dirigentes de estatais, entidades associativas e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
O relatório também sugeria a prisão preventiva de Lulinha, citando “indícios concretos” de risco de fuga, e pedia o aprofundamento de investigações pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal sobre o atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz, o ex-ministro Onyx Lorenzoni, o deputado Silas Câmara e o pastor André Valadão, além de instituições financeiras envolvidas em irregularidades no crédito consignado.
A comissão, instalada em agosto de 2025, funcionou por sete meses e investigou fraudes bilionárias em descontos irregulares de benefícios previdenciários. Ao final dos trabalhos, Carlos Viana declarou: “É uma pena que a gente não tenha completado o trabalho com o relatório completamente aprovado. Eu saio daqui de cabeça erguida de que fizemos o nosso trabalho, que lutamos e demos ao brasil respostas.”
O senador informou ainda que uma cópia do relatório do relator será enviada a todos os órgãos de fiscalização, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A sessão que começou na manhã de sexta-feira (27) e se estendeu até as primeiras horas de sábado marcou o encerramento oficial da CPMI, que não teve o prazo prorrogado pelo STF.
Fonte: G1


















