Deputado Alfredo Gaspar acusa Alcolumbre de submissão aos interesses do STF e do Planalto ao barrar prorrogação da comissão; parlamentar afirma que investigação revelou rede de lavagem de dinheiro de R$ 39 bilhões e poderia ter avançado em esquemas envolvendo consignados e o Banco Master
O deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), que atuou como relator da CPMI do INSS, fez duras críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo Gaspar, a decisão de não prorrogar os trabalhos da comissão prejudicou o aprofundamento de investigações sobre fraudes no INSS e lavagem de dinheiro.
Em entrevista ao Poder360, o parlamentar declarou, confira:
Gaspar argumentou que a comissão identificou uma estrutura integrada de movimentação de recursos ilícitos e lamentou a falta de tempo para avançar em pontos cruciais. Ele afirmou: “Descobrimos uma rede de lavagem de dinheiro de aproximadamente R$ 39 bilhões. Tudo começou no INSS, passou pelo Banco Master e chegou aos consignados”.
O ex-relator destacou que “Eram vários braços que chegavam no mesmo tronco” e que a CPMI conseguiu pedir 216 indiciamentos, incluindo executivos de instituições financeiras, mas precisaria de mais prazo para investigar o sistema de empréstimos consignados e possíveis relações políticas, inclusive com o filho do presidente Lula.
A CPMI do INSS encerrou seus trabalhos sem relatório final aprovado e sem prorrogação. Mesmo assim, o material coletado foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para continuidade das apurações fora do Congresso.
Gaspar defendeu a necessidade de maior independência dos Poderes: “Precisamos de altivez e independência nas Casas legislativas. Cada Poder cuidando do seu quadrado, com independência”.


















