Home / STF / Nunes Marques paralisa análise de CPI do Master no STF enquanto envolvidos negociam delação premiada

Nunes Marques paralisa análise de CPI do Master no STF enquanto envolvidos negociam delação premiada

Senadores da oposição criticam demora do ministro e pedem redistribuição do caso para André Mendonça; banqueiro Daniel Vorcaro e ex-presidente do BRB avançam em acordos de colaboração

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques ainda não proferiu qualquer despacho sobre o mandado de segurança que busca obrigar a instalação da CPI do Banco Master no Senado Federal. Enquanto isso, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, seguem negociando acordos de colaboração premiada (delação) com a Polícia Federal e o Ministério Público.

Fonte Victória Batalha da Revista Oeste

O pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito foi protocolado há cerca de um mês pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-SE). A ação no STF cobra a instalação da CPI com base no direito constitucional das minorias parlamentares, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não ter lido o requerimento que conta com o apoio de 34 senadores.

Até o momento, o relator Kassio Nunes Marques não assinou nenhum despacho, nem analisou o pedido de redistribuição do processo para o ministro André Mendonça, que já conduz as investigações relacionadas ao Banco Master no âmbito do STF. A paralisação impede o avanço de uma nova frente de apuração parlamentar sobre o escândalo.

A demora ocorre em meio a revelações de possíveis conexões entre o caso e membros do Judiciário. Relatórios da Polícia Federal apontam indícios de relações entre Vorcaro e ministros do STF, incluindo pagamentos e contratos envolvendo familiares ou escritórios ligados a nomes como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. No caso de Nunes Marques, o jornal O Estado de S. Paulo revelou transferências de R$ 6,6 milhões do Banco Master para uma consultoria que realizou pagamentos ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro.

Senadores da oposição argumentam que a Constituição Federal garante a instalação de CPIs quando preenchidos os requisitos legais – número mínimo de assinaturas, fato determinado e relevância pública –, e acusam omissão do Legislativo e, agora, lentidão no Judiciário.

A CPI do Banco Master visa investigar fraudes bilionárias relacionadas à negociação de carteiras de crédito entre o BRB e o Banco Master, além de possíveis esquemas de influência política e financeira. O escândalo ganhou força após operações da Polícia Federal, com prisões preventivas já confirmadas pelo STF, inclusive com voto de Nunes Marques em julgamento recente da Segunda Turma.

Enquanto a CPI permanece travada, as negociações de delação de Vorcaro e Costa avançam e podem trazer novos nomes e detalhes sobre o esquema nos próximos dias.

Fonte: Metrópoles

Marcado:

Sign Up For Daily Newsletter

Stay updated with our weekly newsletter. Subscribe now to never miss an update!

I have read and agree to the terms & conditions

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *