Após pagar despesas essenciais, impostos e dívidas, sobra menos dinheiro para gastos discricionários em 2026; alta no serviço da dívida é o principal vilão
As famílias brasileiras estão encerrando o mês com o menor nível de renda para consumo em mais de uma década. É o que revela estudo da Tendências Consultoria, que calcula o dinheiro que sobra depois de cobertas as despesas essenciais, o pagamento de impostos e o serviço das dívidas.

O indicador, que mede a capacidade real de consumo das famílias, atingiu em 2026 o patamar mais baixo desde 2011, segundo a consultoria. Apesar do mercado de trabalho ainda mostrar força, com geração de emprego e renda do trabalho em patamares elevados, o peso crescente das dívidas está comprimindo o orçamento doméstico.
Essa compressão da renda disponível para consumo pode estar por trás do crescente desconforto da população com a economia, mesmo em um cenário de emprego relativamente robusto. O tema já entrou no radar das discussões e campanhas eleitorais para 2026, ajudando a explicar a piora nas avaliações do governo federal.
O estudo reforça que, embora a massa salarial tenha crescido nos últimos anos, o endividamento elevado e os juros altos vêm corroendo o poder de compra efetivo das famílias para bens e serviços não essenciais.
Fonte: Valor Econômico


















