Sob pressão, indicado ao STF tenta justificar passado na AGU e adota discurso moderado para aplacar resistência na CCJ
A sabatina de Jorge Messias nesta quarta-feira (29 de abril de 2026) foi marcada por um esforço evidente do indicado em remodelar sua imagem perante uma ala cética do Senado. Confrontado com decisões polêmicas de sua gestão na Advocacia-Geral da União (AGU), Messias buscou refúgio em termos técnicos e no pragmatismo jurídico para se desvincular de pautas ideológicas que outrora defendeu ou viabilizou.
O indicado evitou assumir responsabilidades diretas por pareceres que pavimentaram caminhos para a desinformação ou para a flexibilização de normas éticas em sindicatos ligados ao governo.
Ao ser questionado sobre os acontecimentos de 8 de Janeiro utilizou o argumento da obrigação funcional como escudo contra as críticas de parcialidade, confira:
A postura de Messias sobre temas contemporâneos também gerou desconforto. Ao afirmar que a “desinformação ainda é um conceito vago”, o indicado foi acusado por senadores da oposição de manter uma porta aberta para interpretações subjetivas que podem ferir a liberdade de expressão caso chegue à Corte, confira a declaração:
Além disso, sua negativa em se declarar impedido em casos de dosimetria de penas foi lida por críticos como um sinal de que ele pretende manter influência ativa em processos de alto impacto político, ignorando possíveis conflitos de interesse de sua trajetória anterior, confira a declaração:
Sobre o tema do Aborto, Jorge Messias se contradiz e diz que é contra o aborto, mesmo após ter trabalhado para legalizá-lo na AGU, confira:


















