Bancos e empresas brasileiras temem sanções secundárias americanas mesmo em casos de contato involuntário ou indireto com as facções criminosas
A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas gerou forte preocupação no mercado financeiro brasileiro.
Instituições financeiras e analistas do setor expressam receio de que bancos e empresas nacionais possam sofrer sanções secundárias por parte dos EUA, mesmo sem intenção de apoiar as facções, confira:
O principal temor é que qualquer relação — direta ou indireta — com pessoas ou operações ligadas ao PCC e CV resulte em bloqueio de ativos, restrições no uso do dólar ou perda de acesso ao sistema financeiro americano.
O mercado está atento aos possíveis “efeitos colaterais” da medida anunciada na quinta-feira (28) pelo Departamento de Estado. Analistas destacam que a classificação eleva o nível de escrutínio sobre transações internacionais, o que pode aumentar custos de compliance e afastar investidores estrangeiros.
Impactos esperados
- Maior rigor na due diligence de clientes e operações;
- Risco de sanções a instituições que mantenham contas ou negócios com ligações, ainda que desconhecidas, com membros das facções;
- Possível volatilidade nos mercados brasileiro, especialmente em ações de bancos e empresas com forte exposição internacional.
A designação permite aos EUA congelar bens e punir quem forneça “apoio material” aos grupos, ampliando o alcance das restrições para além das fronteiras americanas.
Fonte: CNN BRASIL


















