Presidente ordena que DNI, DOJ, FBI e CIA apurem suposta supressão de informações por órgãos de inteligência e promete punições, incluindo demissões e possíveis acusações criminais
O presidente Donald Trump anunciou a abertura de uma investigação urgente sobre alegações de que oficiais da CIA e outros setores da inteligência ocultaram dados relevantes sobre interferência da China nas eleições dos Estados Unidos. A determinação foi feita após a divulgação de documentos desclassificados que, segundo ele, revelam falhas graves na segurança do sistema eleitoral americano.
Em pronunciamento, Trump afirmou: “Hoje, estou pedindo ao Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (DNI), ao Departamento de Justiça (DOJ), ao FBI e à CIA que investiguem como e por que tal informação crucial foi escondida, para demitir aqueles envolvidos no acobertamento e formular acusações criminais, se apropriado, contra essas pessoas.” Ele enfatizou que a ocultação da suposta interferência chinesa seria apenas parte do problema.
Trump citou um terceiro conjunto de documentos que comprovariam que os americanos foram “enganados” sobre a segurança da infraestrutura eleitoral, incluindo máquinas de votação eletrônica e sistemas de contagem de votos.
De acordo com os documentos mencionados, a China teria realizado um dos maiores compromissos de dados eleitorais da história, obtendo informações de cerca de 220 milhões de eleitores americanos. Esses dados incluiriam nomes, endereços, telefones e preferências políticas.
Trump apontou que agências de inteligência teriam conhecimento desses fatos desde o ciclo eleitoral de 2020, mas teriam optado por não divulgá-los plenamente. O presidente criticou o que chamou de ações do “Deep State” para suprimir informações sobre vulnerabilidades no sistema eleitoral, incluindo riscos de hacking e manipulação em máquinas eletrônicas.
A ordem de Trump ocorre em meio a uma série de desclassificações de relatórios de inteligência sobre ameaças cibernéticas a eleições. Relatórios anteriores da comunidade de inteligência indicavam que a China coletou dados de eleitores em vários estados, mas concluíam que não houve alteração nos resultados ou interferência direta na infraestrutura de votação. Trump e aliados questionam a completude dessas avaliações anteriores.
O foco agora está em apurar responsabilidades internas, identificar eventuais acobertamentos e reforçar a proteção do processo eleitoral futuro. O presidente defendeu medidas mais rigorosas para garantir a integridade das urnas.


















