Relatórios baseados em dados extraídos de aparelhos celulares indicam que o senador atuou nos bastidores para aproximar o Advogado-Geral da União de um dos nomes ligados ao Banco Master
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria atuado diretamente para organizar um encontro reservado entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o empresário Augusto Lima, que à época exercia a função de sócio de Daniel Vorcaro.

As evidências que embasam a suspeita constam em registros de conversas obtidos a partir da análise de dispositivos eletrônicos apreendidos com o empresário. Os diálogos mapeados pelos investigadores datam de abril de 2024 e detalham as tratativas logísticas para viabilizar a reunião de forma sigilosa.
O planejamento do encontro reservado
Conforme apontado pelos relatórios da corporação policial, o parlamentar baiano tratou diretamente com Augusto Lima sobre as possibilidades de agenda e local para a conversa com o chefe da AGU. Em mensagens de áudio interceptadas e analisadas pelos peritos, Jaques Wagner sugeriu que o gabinete institucional no Senado seria o local mais adequado e protegido para a realização do compromisso, argumentando que a presença do empresário no local geraria menos atenção.
A apuração da PF aponta ainda que, logo após o alinhamento das tratativas, houve movimentações digitais que coincidem com a inserção de contatos e o encaminhamento de pautas legislativas de interesse corporativo, a exemplo de discussões sobre a estrutura do Banco Central.
O material apreendido segue sob análise no escopo das investigações mais amplas conduzidas pela Polícia Federal, que continuam esmiuçando as redes de contato e influência entre agentes públicos e o setor privado.
Fonte: CNN BRASIL


















