Caso Banco Master coloca STF no centro de crise inédita e aumenta tensão em Brasília e São Paulo
As apurações sobre irregularidades no Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, posicionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) de maneira sem precedentes no epicentro de uma controvérsia institucional. Pela primeira vez, um ministro da Corte é alvo de críticas não apenas como árbitro judicial, mas como possível envolvido em alegações de conduta irregular.
O ministro Alexandre de Moraes enfrenta questionamentos após revelações de que o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, manteve contrato milionário com a instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro. Reportagens indicam valores elevados, e Moraes nega qualquer tentativa de interferência em favor do banco junto ao Banco Central ou outros órgãos.
O abalo na imagem do ministro elevou a tensão em Brasília, entre integrantes do governo e do próprio STF, e também no mercado financeiro, em SP, que tem interesse direto no desfecho do caso Master.
O episódio ganhou repercussão com a convocação, pelo ministro Dias Toffoli, de uma acareação marcada para 30 de dezembro – em pleno recesso judiciário – envolvendo Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do BC Ailton de Aquino. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) cobra explicações sobre a decisão de liquidação, classificada como “medida extrema”.
Especialistas e empresários manifestam preocupação com impactos na reputação do STF e na segurança jurídica do país. Manifestos recentes defendem a adoção de um código de conduta para ministros, enquanto o setor financeiro acompanha de perto possíveis desdobramentos, incluindo adiamentos nos reembolsos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).


















