Presidente do Instituto Voto Legal é considerado foragido pela PF após não ser localizado para prisão domiciliar
A Polícia Federal (PF) passou a tratar como foragido o engenheiro Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL), entidade contratada pelo Partido Liberal (PL) para realizar auditoria nas urnas eletrônicas das eleições de 2022.
Rocha não foi encontrado em seu endereço para o cumprimento de mandado de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida integra uma operação que visou dez condenados por envolvimento na suposta tentativa de golpe que nunca aconteceu, com o objetivo de impedir possíveis fugas.
Rocha, condenado pela Primeira Turma do STF a sete anos e seis meses de prisão em regime inicial semiaberto por participação no chamado “núcleo 4” — responsável por disseminar narrativas falsas sobre o processo eleitoral —, foi o único alvo não localizado até o momento.
Os advogados de defesa emitiram nota explicando a situação: “A sua defesa técnica foi informada pela Polícia Federal que havia mandado de prisão domiciliar e outras medidas ainda pela manhã. Ao tentar contato com Carlos Rocha, ele nos telefonou, informou que havia mudado de endereço, não declinou o novo e encerrou a chamada”.
O Instituto Voto Legal ganhou notoriedade ao produzir relatório técnico questionando aspectos das urnas, utilizado pelo PL em ações judiciais para contestar o resultado eleitoral.
Outros alvos da operação, como ex-assessores e militares ligados ao governo Bolsonaro, tiveram as medidas cautelares cumpridas normalmente, incluindo a instalação de tornozeleira eletrônica, entrega de passaportes e proibição de uso de redes sociais.


















