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Para EUA María Corina não seria a melhor opção

Marco Rubio explica por que María Corina Machado não é a melhor opção para liderar a Venezuela no momento atual

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, justificou nesta domingo (4 de janeiro de 2026) por que a líder opositora venezuelana María Corina Machado não seria a escolha ideal para assumir o comando do país imediatamente após a captura de Nicolás Maduro.

Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC, Rubio elogiou a opositora, mas enfatizou a necessidade de lidar com a situação prática no terreno.

Rubio declarou: “María Corina é fantástica, eu a conheço há anos e ela é todo o movimento…”.

No entanto, ele destacou os desafios imediatos: “Mas aqui estamos lidando com uma realidade, queremos uma transição para a democracia, mas a maior parte da oposição está no exílio e temos que pensar nas próximas 2 ou 3 semanas, 2 ou 3 meses.”

O secretário priorizou os interesses americanos na fase inicial: “Os primeiros passos são salvaguardar os interesses nacionais dos EUA e, ao mesmo tempo, beneficiar o povo da Venezuela.”

Entre as metas principais, Rubio mencionou o fim de ameaças à segurança: “Não há mais tráfico de drogas. Não há mais presença Irã/Hezbollah. Não há mais uso da indústria do petróleo para enriquecer todos os nossos adversários.”

Essas declarações ocorrem um dia após a operação militar americana que resultou na captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, agora detidos em Nova York enfrentando acusações de narcotráfico.

A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o poder em Caracas, e fontes indicam que os EUA negociam com figuras do regime remanescente para uma transição controlada, priorizando estabilidade e acesso ao petróleo venezuelano.

Analistas internacionais veem as falas de Rubio como um sinal de pragmatismo, preferindo cooperação com elementos internos do chavismo a uma mudança abrupta liderada pela oposição exilada.

María Corina Machado, premiada com o Nobel da Paz em 2025, tem apoio popular significativo, mas sua ausência física no país e o exílio de grande parte da oposição complicam uma tomada imediata do poder.

A situação na Venezuela permanece tensa, com condenações regionais à intervenção americana e debates sobre o futuro democrático do país.

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