EUA impõem condições rígidas à Venezuela para retomada da produção de petróleo após queda de Maduro
O governo do presidente Donald Trump apresentou demandas claras ao regime interino da Venezuela, liderado pela presidente em exercício Delcy Rodríguez, para a normalização das atividades petrolíferas no país.
As exigências incluem o rompimento completo de laços comerciais com China, Irã, Rússia e Cuba, além da estabelecimento de uma parceria exclusiva com os Estados Unidos na exploração e produção de petróleo.
De acordo com altos funcionários da Casa Branca, as condições foram comunicadas diretamente a Rodríguez pelo secretário de Estado Marco Rubio.
“O governo Trump disse à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que o país deve romper relações com a China, o Irã, a Rússia e Cuba, e concordar em fazer parceria exclusiva com os EUA na produção de petróleo”.
Além disso, “Rodríguez também deve concordar em favorecer o governo Trump e as empresas petrolíferas americanas em futuras vendas de petróleo”.
As prioridades imediatas envolvem a expulsão de influências estrangeiras adversárias, maior cooperação no comércio de óleo e intensificação do combate ao narcotráfico.
O contexto surge dias após a operação militar americana que capturou o ex-líder Nicolás Maduro, com reforços navais na costa venezuelana exercendo pressão adicional.
Autoridades americanas indicam abertura para revisar sanções contra Caracas em troca de alinhamento. Trump expressou a aliados que “deseja a saída do Irã, da Rússia e da China do hemisfério ocidental”, com “impedir que a Venezuela entregue seu petróleo a adversários estrangeiros” como meta prioritária.
O presidente anunciou publicamente que “o governo interino da Venezuela ‘entregará entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, sujeito a sanções, aos Estados Unidos da América'”.
Ele completou: “Este petróleo será vendido a preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos da América”.
Na sexta-feira (9), Trump se reunirá com executivos de gigantes petrolíferas americanas, como Chevron (única empresa dos EUA ainda ativa na Venezuela), Exxon Mobil e ConocoPhillips, para discutir a reconstrução da infraestrutura energética venezuelana e a extração em larga escala para exportação exclusiva aos EUA.
Analistas veem as medidas como parte de uma estratégia para dominar as vastas reservas venezuelanas – as maiores do mundo – e reduzir a influência de rivais geopolíticos no setor energético.
O acordo inicial de entrega de barris já sinaliza impactos no mercado global de petróleo, com potencial redirecionamento de fluxos antes destinados a aliados de Maduro.


















