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Moraes fez vários contatos com Galípolo

Alexandre de Moraes ligou seis vezes em um dia para Gabriel Galípolo sobre operação do Banco Master com BRB

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, realizou até seis chamadas telefônicas em um único dia ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com o objetivo de acompanhar o progresso da operação de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Essas ligações fazem parte de ao menos cinco contatos entre os dois, incluindo um encontro presencial, conforme apurado por fontes do meio jurídico e financeiro.

A insistência nos contatos ocorreu durante a análise de um negócio que visava resgatar o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro e liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, sob acusação de fraudes envolvendo R$ 12,2 bilhões.

O escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, mantinha contrato de R$ 129 milhões com a instituição financeira, prevendo pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões até 2027 – acordo encerrado com a liquidação do banco.

As revelações contradizem notas oficiais divulgadas nesta terça-feira (23/12).

Em comunicado, Moraes afirmou que “Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, referindo-se aos impactos da Lei Magnitsky, sanções americanas aplicadas ao ministro em julho e revogadas em dezembro.

O Banco Central confirmou reuniões, mas sem usar o termo “exclusivamente” e sem mencionar o Banco Master. Durante os diálogos, Moraes teria repetido a Galípolo argumentos de Vorcaro sobre suposta resistência de grandes bancos à concorrência do Master. A operação de venda, anunciada em março, foi rejeitada pelo BC em 3 de setembro.

O caso ganhou repercussão após coluna inicial de Malu Gaspar, no O Globo, que apontou ao menos quatro contatos, e agora ampliado com detalhes sobre as seis ligações em um dia.

Parlamentares da oposição, como o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciaram intenção de coletar assinaturas para uma CPI investigar o contrato milionário e possível advocacia administrativa.

As inconsistências nas agendas públicas e nas notas oficiais alimentam debates sobre transparência e conflitos de interesse no Judiciário e no sistema financeiro brasileiro.

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