Medida entra em pauta após ordem de prisão expedida pelo STF decorrente de condenação por coação no curso do processo
A Polícia Federal (PF) estuda formalizar junto ao governo dos Estados Unidos o pedido de extradição do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. A avaliação interna da corporação ocorre na sequência de desdobramentos judiciais cruciais, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a execução da pena imposta ao ex-parlamentar.

Eduardo Bolsonaro encontra-se residindo em território norte-americano desde março de 2025. Durante esse período no exterior, seu mandato na Câmara dos Deputados foi encerrado de forma oficial em razão de faltas consecutivas às sessões legislativas.
Parâmetros da Condenação e Consequências Jurídicas
A movimentação da Polícia Federal é reflexo direto da sentença condenatória que fixou a pena do ex-deputado em quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo.
Além da determinação de cumprimento da pena privativa de liberdade, a decisão expedida pela Suprema Corte incluiu medidas cautelares severas:
- Suspensão dos direitos políticos durante o período estipulado pela condenação;
- Aplicação de multa financeira fixada em 50 dias-multa, o que montou um valor aproximado de R$ 162 mil;
- Cancelamento e anulação de todos os passaportes emitidos em nome do ex-parlamentar.
Com o despacho emitido pela Corte, o ex-deputado passou a figurar formalmente na condição de procurado. Caso não se apresente voluntariamente às autoridades competentes, seu status processual evolui oficialmente para foragido, abrindo caminho para o acionamento de mecanismos de cooperação jurídica internacional.
Fatores Logísticos e Análise sobre a Extradição Direta
O principal desafio técnico avaliado pelas autoridades brasileiras reside no fato de que o ex-parlamentar obteve residência permanente nos Estados Unidos — o chamado green card — concedido pelo governo norte-americano. A condição migratória regularizada no país estrangeiro pode impor barreiras adicionais ao trâmite de extradição, embora o conhecimento exato de seu paradeiro permita que a PF priorize a via diplomática e legal direta em solo americano, em detrimento de ferramentas genéricas como a difusão vermelha da Interpol (frequentemente aplicada quando o paradeiro do investigado é desconhecido).
Em manifestação pública por meio de nota oficial, a defesa e o próprio ex-deputado criticaram o teor da determinação judicial, classificando-a como uma medida arbitrária e inoportuna em meio ao calendário político nacional. Enquanto os advogados analisam os recursos cabíveis, a Polícia Federal prossegue com os estudos técnicos e operacionais voltados ao cumprimento da sentença.
Fonte: CNN BRASIL
*Imagem da capa editada por IA


















