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Alcolumbre altera composição da CPI do Crime Organizado em meio a articulações com o STF

Mudanças incluem entrada de três senadores do PT e saída de parlamentares da oposição; relatório recomenda indiciamento por crimes de responsabilidade de ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e do PGR Paulo Gonet

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promoveu mudanças na composição da CPI do Crime Organizado nesta terça-feira (14 de abril de 2026), pouco antes da votação do relatório final. A manobra, resultado de articulação com líderes partidários, fortalece a base governista na comissão, de acordo com a matéria da Revista Oeste.

Fonte Luana Viana, Cristyan Costa da Revista Oeste

Confira a declaração do senador Eduardo Girão sobre a manobra do plenário:

De acordo com ofício enviado ao presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), três novos senadores do PT foram incluídos como titulares: Teresa Leitão (PT-PE), Camilo Santana (PT-CE) e Beto Faro (PT-PA). Outras alterações envolvem a substituição de senadores da oposição, como a saída de Sergio Moro (PL-PR), Marcos do Val (Avante-ES) e Randolfe Rodrigues (PT-AP, agora suplente).

O senador Marcos do Val, ao chegar à sessão e notar sua exclusão, criticou duramente a decisão: “Estou presente na sessão como titular e, agora, no painel não aparece meu nome como titular”. Ele ainda classificou o movimento como “proteção ao crime” e afirmou: “É um absurdo o governo presidir a CPI do Crime Organizado, sendo que ele é o crime.”

O relatório final, elaborado pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), pede o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade. As recomendações baseiam-se em alegações de suspeição, conflitos de interesse e omissões em investigações, especialmente no caso da fraude bilionária no Banco Master.

A CPI do Crime Organizado, que tem 11 titulares e 7 suplentes, é presidida por um senador do PT desde o início dos trabalhos e historicamente conta com maioria favorável ao governo.

As alterações ocorrem em um momento de alta tensão entre o Legislativo e o Judiciário, com o relatório servindo potencialmente como base para pedidos de impeachment no Senado.

Fonte: Revista Oeste

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