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Alcolumbre barra fim da escala 6×1

Presidente da Casa alta sinaliza análise técnica e serena da proposta que reduz a jornada de trabalho, sem travar o processo, mas com “pé no freio” para preservar neutralidade no pleito presidencial

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu adotar uma postura cautelosa em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho.

Segundo informações de bastidores, o senador amapaense não pretende acelerar a tramitação da matéria antes das eleições de 2026, priorizando um debate amplo sobre os impactos econômicos da mudança. 

Alcolumbre não deve travar completamente o andamento da PEC aprovada na Câmara dos Deputados, mas indicou que colocará “pé no freio” para garantir maior análise nas comissões e evitar que o tema desequilibre o cenário eleitoral em favor do petista Lula da Silva.

A estratégia busca equilibrar pressões do governo, da oposição e do setor produtivo, que defende maior cautela técnica antes de qualquer alteração significativa nas relações de trabalho. 

A proposta principal, que reduz a jornada para 40 horas semanais sem perda salarial, chegou ao Senado após ampla aprovação na Câmara e agora aguarda despacho formal e tramitação pelas comissões, com destaque para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Paralelamente, Alcolumbre já encaminhou à CCJ uma PEC alternativa apresentada pela oposição, que propõe um regime de “horário flexível” baseado em acordo individual e remuneração proporcional às horas trabalhadas. 

Fontes próximas ao presidente do Senado destacam que a intenção é promover uma discussão “serena” e com base em dados, ouvindo todos os lados envolvidos, especialmente empresários preocupados com custos e impactos na produtividade. Em reunião recente com representantes do setor produtivo, a principal demanda foi justamente postergar o debate mais intenso para após o período eleitoral. 

Essa moderação de ritmo reforça o papel institucional de Alcolumbre, que busca manter isenção em ano de eleições presidenciais, mesmo com a matéria sendo vista como uma das principais apostas eleitorais do governo federal no Legislativo.

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