Memorando assinado pela Casa Blanca permite que companhias privadas norte-americanas atuem na desativação de redes digitais de grupos transnacionais, colocando o PCC e o Comando Vermelho na rota de vigilância estratégica
O governo dos Estados Unidos ampliou o cerco contra o crime organizado internacional. O presidente Donald Trump assinou um memorando oficial que autoriza empresas privadas americanas a realizarem operações cibernéticas direcionadas a desarticular redes digitais de organizações criminosas transnacionais. Embora o documento oficial não cite nominalmente facções específicas, a medida abrange grupos classificados por Washington como terroristas ou ameaças cibernéticas — o que inclui diretamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Como vai funcionar a operação
De acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração norte-americana, a força-tarefa será gerida pelo Centro Nacional de Coordenação (NCC), contando com a supervisão rigorosa dos Departamentos de Justiça e de Segurança Interna.
As companhias privadas contratadas poderão conduzir atividades voltadas à vigilância, interrupção e degradação de infraestruturas virtuais utilizadas por cartéis e facções para lavagem de dinheiro, fraudes e comunicações ilícitas. As regras operacionais e os limites de atuação dessas empresas devem ser detalhados pelas autoridades dos EUA em um prazo de até 60 dias.
Impacto geopolítico
A nova ofensiva ocorre na sequência de movimentações da política externa americana que, desde meados do ano, endureceram o cerco jurídico contra as principais facções criminosas brasileiras, enquadrando-as sob escrutínio de segurança nacional. Com a nova autorização digital, Washington busca cortar fluxos financeiros globais e desestruturar a logística tecnológica que sustenta os tentáculos internacionais desses grupos.
Fonte: G1
*Imagem da capa gerada por IA

















